23.10.08
A CERTEZA RESTANTE
o tempo
me reinventou
desprovido de tanta fé
-hoje eu sou mais de mim
tenho os medos de que disponho
(mas como esquecer
tantas manhãs
que pesaram sobre
meus ombros?)
a certeza que me resta
é esta porta
-aberta ao mundo-
e a lucidez da faca
guardando na memória
o sabor da carne
(infectada de amor)
que nenhum deus forjado
no barro
ou ato institucional
poderá aniquilar